VICTOR
HISTORIA DA LÍNGUA PORTUGUESA é a da evolução da desde a sua origem no noroeste da até ao presente, como falada em e em vários Em todos os aspectos - , - o português é essencialmente o resultado de uma evolução orgânica do trazido por no , com influências menores de outros idiomas.
O desenvolveu-se n d.C., após a queda do Império Romano e as, como um , o chamado , que se diferenciou de outras. Usado em documentos escritos desde o , o galego-português tornou-se uma linguagem madura no século XIII, com uma rica . Em 1290 foi decretado do reino de Portugal pelo rei D O salto para o português moderno dá-se no , sendo o de (1516) considerado o marco do seu início. A normatização da língua foi iniciada em 1536, com a criação das primeiras , por
Os primeiros contactos eram assegurados por poliglotas, os chamados "lingoas", como
e . O português tornou-se a nas costas do e em , usado não só pela administração colonial e pelos mercadores, mas também entre os oficiais locais e europeus de todas as nacionalidades. Vários reis do Ceilão (actual ) falavam português fluentemente, e os nobres normalmente tinham nomes portugueses. A propagação da língua foi ajudada por casamentos mistos entre portugueses e as populações locais.
A língua portuguesa continuou a gozar de popularidade no sudoeste asiático até ao . No e na a língua continuou popular mesmo com várias medidas contra ela levadas a cabo pelos. Algumas comunidades cristãs que falavam português, nas Índia, e preservaram a sua língua mesmo depois de se isolarem de Portugal. Ao longo dos séculos desenvolveram-se vários em África, na Índia, no Sudeste Asiático e em Macau.
Topónimos como
atestam a passagem dos portugueses no século XVI. Várias palavras portuguesas entraram no léxico de outras línguas, tais como "sepatu" (sapato) em indonésio, "keju" (queijo) em malaio, "meza" (mesa) em swahili, "botan" (botão), "kompeitō" (confeito), "kappa" (capa), entre várias
. Simultaneamente foram importadas para a Europa palavras ligadas à marinharia e a produtos exóticos como
banana, albatroz, cachalote, caju, crioulo, garoupa, sargaço, junco (navio), macaco, Hoje, a maioria dos falantes do português encontram-se no Brasil
Pormenor do visigótico, c. 976, reprentando , com a inscrição Martinus episcopus bracarensis.
A partir de 409, com o , a península Ibérica foi, a que os romanos chamavam . O território foi então cedido a alguns destes povos como em 410 o estabeleceram na Galécia o primeiro reino cristão, (410-589). Na Lusitânia seriam os a dominar (411-711).
Estes povos adoptaram em grande parte , incluindo o e a língua latina. Com as invasões desapareceram todos os quadros do estado, mas manteve-se de pé a organização eclesiástica, que os suevos adoptaram ainda no século V, seguidos pelos visigodos, e que foi um importante instrumento de estabilidade. Como a maioria da população hispano-romana era cristã, a governação sueva - quse estendeu até (Coimbra)- baseou-se nas , descritas no de c.569.
O latim escrito, com influências germânicas e românicas, manteve-se na Europa como litúrgica e jurídica: o . No reino Suevo da Galécia, região correspondente ao norte de Portugal e Galiza, destaca-se na a partir da , e no . Foi dessa liturgia, por iniciativa de - para reforçar a ortodoxia face a tendências pagãs e heréticas do e - a origem do português ser a única língua românica que usa a terminologia eclesiástica de numeração ordinal para os de a sexta-feira, com registos desde 618
No entanto, uma vez que as escolas e administração romanas acabaram, o latim vulgar falado perdeu uniformidade, evoluindo de forma diferenciada nas comunidades isoladas. Acredita-se que por volta do ano 600 já não era falado na Península Ibérica,substituido pela evolução das ica, sobretudo os três séculos de domínio visigótico, deixou numerosas palavras na língua portuguesa, sobretudo na : nomes como ia , Tresmonde, Trasmil; o -engo (em solarengo, mostrengo) e palavras em regra poéticas ou guerreiras: , guardar, agasalhar entre outras. bém a letra
Pois ante vós estou aqui,
senhor deste meu coraçom,
por Deus, teede por razom,
por quanto mal por vós sofri,
de vos querer de mim doer
ou de me leixardes morrer.
Pois ante vós estou aqui,
senhor deste meu coração,
por Deus, tende por razão,
por quanto mal por vós sofri,
de vos querer de mim doer
ou de me deixardes morrer.
Pois ante vós estou aquí,
señor deste meu corazón,
por Deus, tede por razón,
por canto mal por vós sufrín,
de vos querer de min doer
ou de me deixardes morrer.
Entre os séculos e , com a expansão da , os portugueses levaram a língua portuguesa a muitas regiões das e Simultaneamente importaram para o léxico português e de várias línguas europeias novas palavras, vindas de terras distantes.
Os primeiros contatos eram assegurados por poliglotas, os chamados "lingoas", como e . O português tornou-se a nas costas do e e, usado não só pela administração colonial e pelos mercadores, mas também entre os oficiais locais e europeus de todas as nacionalidades. Vários reis do Ceilão (actual ) falavam português fluentemente, e os nobres normalmente tinham nomes portugueses. A propagação da língua foi ajudada por casamentos mistos entre portugueses e as populações locais.
A língua portuguesa continuou a gozar de popularidade no sudoeste asiático e continuou popular mesmo com várias medidas contra ela levadas a cabo pelos Algumas comunidades cristãs que falavam português, nas Índia, preservaram a sua língua mesmo depois de se isolarem de Portugal. Ao longo dos séculos desenvolveram-se vários à em África, na Índia, no Sudeste Asiático e em Macau.
Topónimos como (Gana), atestam a passagem dos portugueses no século XVI. Várias palavras portuguesas entraram no léxico de outras línguas, tais como "sepatu" (sapato) em indonésio, "keju", dentre ouras.